Bem-vindos ao blog dos "Cavaleiros do Atacama"
Nossa expectativa é mostrar à quem nos acompanha remotamente nessa viagem, dentro do possível registrada dia-a-dia, para que possam "curtir" enviando suas mensagens, expondo suas opiniões e que, futuramente, novos aventureiros possam usufruir dessa experiência.
Objetivo
Descrever a agenda de viagem dos motociclistas Sandro, Wagner e Guaraci ao Deserto do Atacama no Chile, saindo do Rio de Janeiro em 27/11/2010 com previsão de retorno entre 20-22/12/2010, desde os preparativos até sua conclusão.
Inicialmente realizaremos algumas viagens locais, que também registraremos, para verificação dos desgastes físicos e dos equipamentos.
Pensamento
Nada é mais forte que o coração e o companherismo de um motociclista, porque ele é forjado no calor do asfalto, no frio do vento e na àgua da chuva (autor desconhecido).
Magrela, Formigão e Gordarela fazendo pose.

As motos Magrela, Formigão e Gordarela fazendo pose no deserto.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
domingo, 19 de dezembro de 2010
Postagem do Guaraci - Dia 18 - Missão cumprida
No total, entre a saída e retorno ao Rio de Janeiro, rodando pelo Brasil, Argentina, Chile, Argentina, Uruguai e Brasil, novamente, foram quase 9.600km, com alguns sustos, frio, calor, altitude (falta de ar), poeira, chuva, RÍPIOS e extremo cansaço.
Parafraseando o poema Y-Juca-Pirama, posso dizer: "E a noite nas tabas, se alguém duvidava do que ele contava, tornava prudente: “Meninos, eu vi !”"
Recomendo a todos os insensatos, loucos e aventureiros de coração forte, a fazerem o mesmo trajeto e finalmente, registrarem suas aventuras, como: MISSÃO CUMPRIDA.
p.s.: Assim que houver tempo disponível, principalmente após o descanso, tentarei melhorar os textos e incluir as melhores fotos da aventura.
Mais uma vez, a todos que nos acompanharam e nos deram força, agradecemos e aproveitamos a oportunidade para lhes enviar o nosso melhor abraço.
Até a próxima... quem sabe pilotar na lua ou marte, pois por aqui (agora dizendo) foi fácil.rsrsrsrsrs.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Postagem Guaraci - 14-15-16-17
Creio que a descricao desses dias, seja chatinha, mas para concluir,vamos lá. Em casa, outro dia, com mais tempo e calma, tentarei melhorar as informacoes e incluir fotos.
Dia 14:
F
icamos em Cordoba onde deixamos nossas motos na concessionaria BMW. A minha para revisao dos 10.000km a do Sandro para recuperar a outra metade dela que ficou lá no rípio (rsrsrs).
Ficamos hospedados em um apart-hotel bem em frente aos bares dos estudantes, pois tem uma faculdade bem ao lado do hotel.
Pegamos as motos as 17:00h. Nao é que depois de lavada, tinha mesmo uma moto debaixo daquela sujeirada. Quase que mando embrulhar e despachar ela para nao sujar de novo.
Comemos pizza e cerveja Quilmes e fomos para o berço. Pois tinhamos rodado 787km.
No dia seguinte acordamos as 06:00hs e colocamos o pé na estrada.
Dia 15:
Iamos ficar em Colon (planejamento inicial), mas, entramos Uruguai a dentro sem um tostao (nao achamos nenhuma casa de cambio - só pilantras na fronteira querendo se aproveitar desses coitadinhos, querendo fazer cambio com os valores deles). Usamos dolares e cartao de credito (aceito em alguns hoteis e postos de gasolina). Acabamos dormindo em um hotel em Tacuarembo (sempre foi meu sonho ir visitar Tacuarembo no Uruguai - só decorei o nome porque anotei).
Jantamos no proprio hotel e fomos para o bercinho. Nesse dia só rodamos 926km.
Dia 16:
Saimos do Uruguai e fomos parar em Concordia, já no Brasil. Sem muitas novidades. Nesse dia rodamos 690km.
Dia 17:
Hoje, na ansiedade de chegar, rodamos 989km. Só nao fomos ate o Rio pois um integrante do grupo nao aguentou o tranco. Pegamos chuva durante quase todo o trajeto. Após passarmos por Sao Paulo a coisa ficou feia. Tivemos que parar debaixo de um viaduto, como quase todos os motoboys fazem para esperar a chuva diminuir. Nao dava para se ver 10 metros adiante. Enfim, paramos em Taubaté e estamos hospedados no hotel San Michel Palace, na beira da estrada. Muito bom e caro.
Amanha concluiremos nossa jornada, pois tem gente querendo ver a moto de trilha nova.
Fico devendo maiores detalhes e, naturalmente, as fotos.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Postagem do Guaraci - dias 10-11-12 e 13
Dia 10:
Chegamos na alfandega/aduana as 11hs. Uns 50 metros depois começou o rípio (RÍPIO DE ARREPIANTE).
Ínicio do rípio 50 metros adiante (logo após a alfandega)
Não foi por falta de aviso (vide placa amarela)
Um pedacinho da estradinha de rípio.
Subimos até 4.800 m.s.n.m (metros sobre o nível do mar), andando por estradas sinuosas de areia e pedras soltas, vento forte, abismo para todo lado, um frio desgraçado e gêlo nas encostas, onde cada metro era conquistado com 10 tombos (sem cair, só o susto), mas a moto escorregava e rebolava o tempo todo (se não sou de circo, já era). Quando já estavamos descendo (4.500 m.s.n.m) a moto do Sandro escorregou, atolou no rípio e ... tchan, tchan, tchan....chão.
Olhem a altura na placa.
Eu encostado na parede de gêlo.
Idem.
O bonitão logo após a queda (a tartaruga dele não aparece na foto)
Tentando consertar a moto, antes de eu sair atrás de ajuda.
Após a chegada na aduana/alfândega argentina, com os amigos que prestaram socorro (já de noite). Reparem a envergadura das árvores (vento fortíssimo).
Mais uma vez só o orgulho dele ferido, mas a moto não quis mais ligar (se revoltou) pois entrou óleo no pistão. Empurra daqui, empurra dali (quase 350kg) o ar comecou a faltar nos pulmões e a dar tonturas (sensação muito ruim, pois começamos a ficar meio "léle"). Faltou uma chave de vela (bujita) nº 14 que o bonitão não tinha e aí o "bicho pegou", ou melhor PIOROU a situação. Nesse caminho só passam uns 10 carros/motos por dia (os loucos). Legal, ne? Depois que ele apertou o botão de rastreamento (informando que estava bem e que precisava de ajuda mecânica) achando que a mamãe ia levar suquinho de laranja e o amigo Wagner ia aparecer com as ferramentas lá no alto. Combinamos que ele ficaria e eu iria atrás de ajuda (nem sei mais se para ele ou para mim). Após rodar uns 35km, morro abaixo e acima, encontrei um carro da construtora da estrada (início do asfaltamento... já fizeram uns 5 metros, só faltam os outros outros 198km), onde expliquei a situação para os ocupantes da pick-up e solicitei ajuda. Eles solicitarem que eu fosse na frente guiando.
Dei meia volta e toquei morro acima.... quando olhei para trás, cadê os desgraçados... haviam sumido. Esperei um pouco e retornei uns 10 km atrás deles, quando passaram por mim em desabalada carreira morro acima. Tentei segui-los, sem sucesso... lembrem-se que eu estava de moto no rípio e eles conhecem
bem o caminho. Voltei atrás de ajuda e encontrei um posto avançado da gendameria (policia) com 3 policiais, um deles fardado (meio abestalhado). Os outros 2 me deram água (quentíssima, que não consegui beber) e fizeram contato, por rádio, com sua base que ficava na alfândega/aduana argentina, mais adiante, informando a situação. Me disseram que só poderiam prestar socorro se houvessem vitimas e que eu deveria ir até essa base buscar ajuda (só mais 20km de rípio e 40km de estrada asfaltada). Moleza para quem estava cansado, "resfolegando", com fome, com sede e preocupado com os amigos. E lá fui eu aos trancos e barrancos (sem trocadilho, pois se desse mole o vento me jogava no abismo ou contra as paredes de pedra e gêlo do morro - bem que ele tentou). Mas o que são 4.000 m.s.n.m para quem foi PQD, só que nunca havia saltado de moto e sem paraquedas (ia ser a minha primeira experiência).
Quando cheguei ao posto da fronteira, todos os funcionários da alfandega, da aduana e da polícia estavam do lado de fora me esperando, como seu eu fosse um heroi ou, mais provavelmente, um LOUCO. Contei a façanha e o problema. Foram solícitos e colocaram um carro à disposição para ir buscar as pessoas, mas que não poderiam trazer a moto. Disse que esperassem um pouco e, se fosse o caso, fossem buscá-los e enfiassem o pé na moto e a jogassem no abismo (depois era problema do seguro).
O policial entrou em contato, por radio, com o carro da empresa que foi ajudar, sendo informado que já estavam no local e iriam rebocar a moto (puxando).
Fiquei horas esperando e segurando o carro da policia que tinha ficado a disposição (não deixei o carro da policia sair de lá até estar confirmado que o socorro estava mesmo sendo prestado). Eles só chegaram às 20hs na alfândega/aduana sendo rebocados. Segundo o Sandro, durante o reboque, ele só caiu mais 3 vezes, 2 para direita e uma para a esquerda (o cara é bom mesmo, diria até que é um "profissional da queda" e só quebrou metade da moto). Ele está me ensinando, na prática, como cair e eu não consigo aprender de jeito nenhum (como sou burrinho). Enfim, chegaram e o Sandro que estava estava mais sujo que pau de galinheiro se ajoelhou aos pés dos socorroristas agradecendo a ajuda, tirou fotos, deu uma bandeira do Brasil e convidou-os para jantar, já que não queriam dinheiro (ai já é outra estoria que eu conto depois).
Fizeram a alfândega/aduana argentina e sentado na moto, toca o Sandro a remar com os pés a moto em direção a germanderia, só 2 km adiante, para guardar a moto.
4.800 m.s.n.m, vento fortíssimo, gêlo e frio de rachar, falta de ar, tonteira, abismo e ripio.... Quem me convidar para um outro "passeio" destes no tal de rípio, pode considerar, de antemão, a mãe xingada.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Resumo da opera!!
Galera,
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Postagem do Guaraci do dia 09 e 10
Parada obrigatória de todos os motociclistas que passam por lá.
Ao chegarmos fomos procurar hotel, o que foi uma dificuldade, pois aqui é uma cidade turistica. Enfim achamos um hotelzinho perto da praia (do oceano Pacifico hehehehe) e ainda não foi desta vez que dormimos na rua.
A idéia para vir direto era a de ir ver golfinhos na Isla de Choros (130km +-), mas o cansaço venceu e não houve o tal passeio, já que o machão, que deveria acordar as 06:00hs acordou quase 10:00hs (ainda acho que ele nao vai aguentar, por isso deixei ele descansar bastante, para não pedir para voltar de avião, usando a desculpa da moto nova que está esperando ele).
Andamos, inicialmente, dentro da lei. Quando dizia "pare" colocavamos os pés no chão, velocidade 30km/h e era o que faziamos, até não aguentarmos mais nas "famosas" retas sem fim... aí o "bicho pegou"e tivemos que passar um pouquinho do limite senão nao chegariamos a lugar nenhum antes do natal (do próximo ano).
Hoje dia 10 não temos muitas novidades... fomos ao shopping La Serena onde o Sandro comprou as tomadas do seu celular que havia esquecido em Antofagasta e fizemos o sacrificio de ficar tomando cervejinha a beira do Pacifico. Almoçamos e estamos nos preparando para o amanhã. Abraços a todos. Nao consegui colocar as fotos... amanhã eu tento, se tiver internet.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
postagem do Guaraci dos dia 08
Como não tenho mais nada para dizer... vou colocar algumas fotos adiante... de ontem e de hoje.
1a. foto. eu no oceano pacifico 15 minutos atrás.
2a. foto. eu na praca principal de Antofagasta
3a. foto. indo de San Pedro para Antofagasta
4a. foto. Motos, sem motor, que alugamos ontem... quase morri pedalando 3 km
5a. foto. o quarto aqui em Antofagasta
6a. foto. eu no alto do Pukara Kipor, ontem, com San Pedro de Atacama e o vulcao Lincacabur ao fundo (ainda vivo e sem lingua... deixei na subida pedalando)
7a. foto. idem
Colocando isso em dia. Post do Sandro.
É muito dificil escrever depois do Guaraci, ele resume a coisa de forma perfeita e com muita graça.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Postagem do Guaraci - dia 07
Hoje fizemos atividades mais "light". Alugamos bicicletas e fomos até Pukara do Kitor (uma fortaleza de 1.575 para defesa dos Incas contra os europeus que estavam atrás de ouro). Na verdade existem 2 caminhos lá. A fortaleza e o Mirador. Fomos ao Mirador, de onde se vê todo San Pedro e a tal fortaleza que fica mais abaixo. Da pousada até lá são só 3 km e andamos 1.600 metros subindo a pé. Haja coração... minha lingua eu perdi no meio do caminho (San Pedro está a 2.000 m.s.n.m). Iamos em outros lugares de bicicleta (+ 12km) mas "arregamos" devido ao cansaço.
Fomos aqui na feirinha da praça (só tem uma) comprar uns "souvenirs" e almoçamos em um restaurante, na praca mesmo.
1ªfoto - Igreja daquele cidade maior do que São Paulo.
2ªfoto - Quase a cidade toda ao fundo. Eu estou na avenida principal rsrsrsr.
3ªfoto - Os geysers e fumarolas.
4ªfoto - Mais geysers.
5ªfoto - Euzinho curtindo uma fumarolazinha heheheh.
6ªfoto - Onde almoçamos na volta. Pode-se ver na estrada o restaurante onde almoçamos... é um luxo só.
7ªfoto - Eu apreciando as "galinhas", lhamas, vicunhas e outros.
9ªfoto - Nossa pousada onde se vê ao fundo, nossos quartos e em primeiro plano a Gordarela e o Formigão descansando.
10ªfoto - Paradas na entrada da cidade onde tem a alfandega e aduana.
"Peguei" todas as fotos que o Sandro tirou e coloquei no meu pendrive (+ de 2.000). Agora estou embananado para escolher quais colocar aqui. Para não ficar em branco... ai vão algumas. Pelas descrições dos dias anteriores, tentem descobrir de onde são hehehehe.
Abraços a todos.
Se em Antofagasta conseguir internet, descrevo o trajeto e as novidades.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Postagem do Guaraci - dia 06
Como planejado saimos as 04:00hs. A van nos pegou e depois saiu catando gente da excursão para os Geiser, piscina térmica (do lado) e também a uma "grande" cidade chamada Machuca (tem 28 casas - eu contei do alto, uma igreijinha e quase 100 habitantes - um pouco maior do que São Paulo rsrsrsrs).
O motivo do horário é que os geiser emergem pela manhã e enfraquecem após o sol nascer (acho que alguém desliga o bicho). São centenas de buracos no chão saindo fumaça e/ou água quentíssima (ficam borbulhando e em algums momentos sobem jatos de água). Essas águas chegam por subterraneos até 4.000 metros de profundidade dos vulcões da Bolivia que fica a uns 10km de distância (dá para se ver os vulcões). Dos buracos saem água quente (Geiser) ou fumaça (Fumarola), onde entramos no meio da fumaçarada e tiramos fotos. Quando chegamos a temperatura era de -4,5º e estavamos a 4.320 m.s.n.m. A medida que vamos chegando (subindo) sentimos desconforto na respiração (todo mundo sente). Realmente esta excursão valeu a pena. O troço é bonito de se ver. Em seguida, lá mesmo, o pessoal começou a tomar banho na piscina térmica com temperaturas entre 24º e 35º. Não tomei banho, porque não era o meu dia de banho e tinha muita roupa para tirar (fomos prevenidos, pois o frio é danado) e tinha que ser dentro da van.... muito trabalho. Só molhei os pés.
Bem, nesta parte da tarde o Sandro foi fazer outra excursão. Não fui porque já estou de deserto até na alma. Cada excursão se anda de van horas pelo deserto para chegar até a atração vendo lhamas, vicunhas, etc..... sem esquecer que tem que voltar. Todos vão e voltam batendo cabeça (sono e cansaco).
Um pouquinho de San Pedro de Atacama.
Eu no meio da rua, de noite.
Loja para uso da internet.
Prédio na praça principal.
Mercadão (único). Galeria com lojinhas com souvenir.
Amigos holandeses, que moram em São Paulo, em confraternização na última noite em San Pedro.
Procissão noturna em homenagem a Virgem Maria (feriado no Chile). Os pontinhos na foto são mosquitos.
A cidade é bem rustica, todas as casas são de barro batido e tijolo, sem acabamento. As ruas, também, são de barro batido... parece cidade de filme de bang-bang no interior do México. Todas são térreas, não tem nada com 2º andar.
A aparência externa é essa que descrevi, porém por dentro, são bonitas. Restaurantes e bares simpáticos e interessantes. Aqui parece que só tem hostel, hoteis, restaurantes, casas de câmbio, lojinhas de souvenir e lojas vendendo excursões.
Vou esperar o Sandro voltar para fazermos a programação de amanhã... depois de amanhã nos mandamos para Antofagasta.
As fotos, assim que der coloco no blog.
Abração para todos.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Postagem do Guaraci - dia 05
Estou em uma loja da internet ao lado da pousada. O Sandro foi fazer outra excursão agora de tarde (Vale de La Luna). Não fui, jà vi muito deserto com pedras, sal e vulcões para um dia só.
De manhã fizemos excursão a Reserva Nacional de "Los Flamencos" e lagunas Miscanti e Miniques... com café da manha (desaiuno) e almoço (almozo) incluídos (antes não tivesse). Saimos as 06:00hs e chegamos às 15:00hs (aqui é uma hora a menos do que ai).
Achei o passeio fraco... depois de rodar quase 1 hora pelo deserto (onde se vê os vulcoes Miscanty, Miniques e Lincancabor o tempo todo) paramos na tal reserva, tivemos que pagar para avançar mais 200 metros e de onde se vê, mais de perto, meia duzia de galinhas e passarinhos cheios de nomes pomposos, como: Parina Grande, Flamenco Chileno e Parica Chica. Uma água fedorenta (que vem do degelo das neves das montanhas) onde os bichos tiram seus alimentos. Ai mesmo tomamos o café da manhã (muito do safado) e fomos para 4.200 metros acima do nível do mar ver as tais lagunas. O condutor fez algumas paradas para adaptação com a altura. Disse que já haviamos passado pelo Jama a 4.750 m.s.n.m sem problemas (quase).
Pagamos para entrar (eu paguei meia, não foi porque sou só bonito rsrsrsr) e vimos 2 enormes poças de água onde tinham algumas vicunhas, gaivota andina, .... Na volta, almocamos no Imperial Palace Coisa Nenhuma (um boteco de barro no meio do nada, bem perto de sei lá). Adivinhem o que foi o "rango" (como sempre acontece comigo). O 1º prato tinha um pedaço de urubu depenado boiando no meio de uma água com um gosto temperado bem estranho e o 2º prato foi um pedaço de cerro (tipo carne) com arroz.... (comi só o suficiente para sobreviver) hehehehe... O Sandro quase ganhou o fusca. Só nao ganhou porque não acertou da 1ª vez do que era feita o suco que foi servido rsrsrs
Depois paramos em uma "cidade" chamada Toconao, também no meio do nada, com um campanário construído em 1.750 todo de barro e pedra. Dizem que na cidade tem uns, quase, trezentos habitantes... eu acho que vi uns 15 em toda cidade. O resto deveria estar em casa vendo o Faustao.
Na volta apareceu uma raposa (aqui chamam de zorro) no meio da estrada.... paramos e tiramos fotos... (ela fez até pose). De resto muitos burricos e vicunhas comendo ao lado da estrada.
Informacoes adicionais sobre o dia 04:
Quando chegamos aqui, logo adiante da placa em que estamos na foto de San Pedro de Atacama, estão a alfandega e a aduana chilena. Pedem tudo na aduana e o cara da alfandega era um brasileiro que mora aqui a 30 anos... tive que abrir a mochila... ele até que foi bem simpático.
Da alfandega/aduana argentina até aqui foram 165km de serra e o famoso deserto (Paço de Jama com 4.750 m.s.n.m), sem mais nada. É o deserto mais árido do mundo. Todas as estradas da Argentina e Chile, até o momento, são ótimas. A maioria, retas intermináveis.
Troquei US$ 400,00 e recebi 190.000 pesos chilenos... pensei que estava rico, que nada. Um refrigerante custa 750,00 pesos, 1 cerveja 2.500 pesos. Aqui tem-se que estar sempre bebendo alguma coisa (muito seco) e eu aproveito a deixa hehehehe .... e assim vai.
Beijos e abracos a todos que nos seguem.
e.t.:
1) As fotos vamos pegando aos pouquinhos (estão no laptop do Sandro). Já são mais de 2.000.
2) Amanhã faremos um excursão aos geises e lago térmico... depois passo mais informacoes. Só sei que para ver os geisers, teremos de acordar às 3 da madruga. Dizem que faz um frio de -5º ou -10º... seja o que Deus quiser, quem está no fogo é para se molhar rsrsrsrs
sábado, 4 de dezembro de 2010
Postagem do Guaraci dos dias 02-03 e 04
Enfim chegamos a San Pedro do Atacama !!! Post do Sandro.
Vamos lá, ontem saimos de Tucuman debaixo de chuva e passamos por uma estradinha linda que valeu a pena mesmo sem poder ver muita coisa. Passamos um frio danado, 11 graus no painel da moto parecem 11 graus negativos com o vento e a chuva. Este caminho é mais longo mas muito mais bonito que a estrada normal. Neste dia rolaram o primeiro e o segundo tombo da viagem, acho que estou ficando mais baixo ou a moto mais alta, parei na areia a beira da estrada e não consegui segurar o peso da gorda e lá fui ao chão, dificil foi levantar a maldita. Chegamos a Salta cedo demais e decidimos continuar ate Jujuy, chegando lá resolvemos ir um pouco mais adiante e dormimos em Purmamarca. Um vilarejo maravilhoso a 2200 m de altitude, conseguimos um "hotel" que assusta qualquer um. Por fora ele esta sendo construido ainda e por dentro os quartos estão prontos. Jantamos um belo peito de frango com arroz e purê que resolveu a fome.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Ja perdi a conta dos dias Post do Sandro.
Já não sei mais que dia é hoje, estou em Tucuman esperando a moto ficar pronta da revisão dos 10 mil km que alias e feita em uma manhã e pela metade do preço do Brasil. Ao meio dia vou lá pegar ela e dar uma passadinha numa revenda da Husaberg para pegar umas encomendas e dai voltar a pousada para continuar descansando as costas na rede da varanda.