Dia 30.
No hotel em Corrientes a internet estava fora do ar, por isso nao demos noticias.
No momento estou aqui em uma pousada em San Miguel de Tucuman, usando o laptop do Fernando (dono).
O tempo total da pousada de Foz até a fronteira (7km) e atravessá-la (alfandega e aduana), com fila e tudo, foram 25 minutos. Na aduana o Sandro mentiu, quando perguntado se tinha ido ao Paraguai (ficou com medo de acharem que ele estava trazendo "muambas") e eu tive que mostrar o seguro (carta verde) uso obrigatorio no mercosul.
Após o cambio fomos para a estrada, razoável até Pousadas, onde tinha muitos sinais e depois, até Corrientes e uma reta só.
Essa regiao da Argentina e chapada e entre uma cidade e outra são longas retas (horas a fio sem uma curvinha, pouco transito e muitos passáros, mosquitos e besouros). Em todas as paradas para reabastecimento tinha que lavar a viseira, pois eles (besouros, mosquitos e outros voadores) resolveram se suicidar se jogando contra mim. Coisas de mosquitos argentinos. No final do dia eu estava parecendo um limpador de galinheiro ou de pombal.
No meio do caminho, o GPS do Sandro (ultima tecnologia, o melhor do mundo, bla, bla, bla) com os mapas, dicas, hoteis, etc., resolveu abandonar a expedição, apagou e não acende mais. Ou seja, o Sandro que vem puxando a caravana ficou mais perdido do que morcego surdo. Dai passamos a usar o metodo tradicional, mais antigo e mais barato, ou seja: "Senior, por favor, donde fica..." e assim fomos nos perdendo e nos achando hehehehe
Em Corrientes, após rodarmos pela cidade, ficamos em um hotel de frente para o Rio (acho que Parana) com uma vista muito bonita. Jantamos em um cassino próximo e eu ganhei 2 pesos (não joguei rsrsrsrs). Os restaurantes só abrem após às 21 horas e aturar aquele cara do banho que se intitula de "gordo" e com fome e dose prá leão. Na manha seguinte não teve café porque la máquina de café andou (????), ou seja: pifou. Foi só um copo de leite e um suquinho safado de laranja com dois brioches que estavam dormindo desde a inauguração do hotel. Neste dia só fizemos 647km.
Dia 01.
Foram retas, retas e retas.... os engenheiros argentinos ao projetar uma ruta, pegam uma régua e riscam o caminho..... chega a ser cansativo. Retas, matos dos lados, retas, caminhões, retas, carros, retas, passaros e mosquitos.... O transito é pouco... só se vê o infinito das retas e o Sandro querendo pegar o "infinito" de qualquer jeito.
No caminho meu amigo só "assassinou" 2 passaros (do tamanho de uma galinha, cada um). Um foi pego pelo protetor de punho o outro bateu na bolha da moto. Eu que vinha logo atrás, só não comi alguns pedacos dos bichos e nem as penas que voaram, porque estava de capacete fechado (que aliais não dá para andar aberto)... senão iam ser as minhas refeições do dia. rsrsrs
Já ia me esquecendo do vento... temos que andar com as motos, em alguns momentos, num angulo de 30 graus (encostado no vento). Quando o vento "some" temporariamente, parece que vamos cair num vazio.
Nossa previsão era de pernoitarmos em Santiago del Estero, para irmos no dia seguinte até San Miguel de Tucuman fazer a revisão na moto do Sandro. Como somos "meninos homem", emendamos até Tucuman. Foram só 808km neste dia (mole, mole, ai, ai, ai... desculpem-me é que os dedos também doem um pouquinho, mas acho que não tem nada a ver com a viagem, deve ser artrite mesmo - coisas de velho. hehehehehe)
Vamos passar o dia inteiro por aqui e amanhã, finalmente subiremos as montanhas, que já dão para serem vistas. Hoje o "valentão" do Sandro ameaçou quem acordar ele antes de meio dia (acho que ele não vai aguentar o "tranco"... vamos pagar prá ver heheheheh)
As fotos, para variar, como foram tiradas em HD (são grandes) e são muitas, precisam ser selecionadas, pois entre as quase mil, temos fotos dos pés, das mãos, das nuvens, do vento, do nada, etc... Assim que der ele vai postar (se acordar antes de amanha).
Meu melhor abraço aos que nos acompanham (sem aperto, por favor ai, ai, ai...) Xau.